Nas eleições
municipais de l988, nas hostes do PMDB houve um cisma dos diabos, pois
Guilherme Soares, filho do ex-prefeito Miguel Leonel, se achava o candidato
natural a prefeito. Na época, ele era um dos políticos mais populares da
cidade. Mas a escolha do candidato não foi pacífica, pois o ex-deputado Ariano
Fernandes recém chegado a Mamanguape queria ser candidato a prefeito e passar a
perna em Guilherme.
Essa pendenga durou quase todo período eleitoral e os
caciques do PMDB para evitar um racha total optaram pela candidatura de
Guilherme a prefeito e Ariano a vice-prefeito. Mas a guerra surda travada no
partido do ex-deputado José Fernandes deixou seqüelas, enfraqueceu o partido e
o prefeito Gustavo Fernandes, na época, não conseguiu fazer o seu sucessor.
Na foto histórica os ex-prefeitos, Aécio Flávio Fernandes (Mamanguape), Marcos Gerbasi (Rio Tinto), e o saudoso in memorian Geraldo Mendes (Itapororoca) |
Aproveitando da falta de união no PMDB, Aécio Flávio, rompeu com os Fernandes e
foi eleito prefeito de Mamanguape pela coligação PDC/PFL/PDT/PDS, a
vice-prefeita foi Maria Eunice, esposa de Quequinha.
CRISANTO FARIAS X PATRÍCIA fERNANDES / 2008
Em 2008, a história se repetiu nas hostes
fernandistas, pois o ex-prefeito Fábio Fernandes preferia que Patrícia Fernandes,
sua prima, fosse candidata a prefeita de Mamanguape. Mas o ex-vereador Crisanto
Cavalcante, com apoio do ex-deputado Ariano Fernandes, ganhou a queda de braço
com Patrícia Fernandes, foi candidato a prefeito e não conseguiu ser eleito, se
constituiu em um grande fiasco eleitoral e o ex-vereador Eduardo Carneiro, foi
eleito prefeito com uma maioria esmagadora de votos. Comenta-se na cidade que
até hoje em virtude da campanha passada o relacionamento político está
estremecido entre o ex-prefeito Fábio Fernandes e o ex-deputado Ariano
Fernandes. Toda Mamanguape sabe, que o ex-deputado Ariano deseja retornar a
vida pública, ele já saiu do PSDB e se filiou ao PSD do vice-governador Rômulo
Gouveia e o ex-prefeito Fábio continua fiel ao senador Cícero Lucena. O clima
de animosidade entre os irmãos continua.
Da Redação O Arauto Mamanguapense
Matéria Politica: Professor Augusto Cezar
Um comentário:
Amigo Clenilson,observo alguns erros na matéria escrita pelo Professor Augusto Cezar,na qual ele comenta algo que nunca existiu,que foi um racha no PMDB mamanguapense nas eleições de 1988.
Você retrata como se Ariano fosse um forasteiro (estilo os que vem normalmente a Mamanguape em épocas de eleição,talvez essa tenha sido sua intenção). Ariano não ''chegou'' à Mamanguape no ano de 1988,a ligação entre Ariano e Mamanguape é bem mais longa,pois já muito jovem Ariano ia com frequência para a cidade,junto com seu avô Manoel e seu tio José(tradicionais políticos de Mamanguape e fundadores da usina Monte Alegre,na qual Ariano trabalhou).
Segundo,Ariano não queria nem participar da eleição de 88,participou apenas por quê seu tio,na época o prefeito,Gustavo e o próprio candidato,Guilherme,lhe pediram,exterminando com qualquer hipótese de ''passar a perna'' (termo que particularmente acho extremamente vulgar) em Guilherme. O rompimento com Guilherme veio na eleição seguinte quando o mesmo recebeu o apoio de Aécio Flávio,que na época era o prefeito.
E queria que soubessem que não há nenhum de tipo de estremecimento ou animosidade entre Ariano e Fábio,além de irmãos se dão muito bem.
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